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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Até...

É difícil acreditar na realidade do cinema... até que ela aconteça a você de alguma forma.

Até que o tempo pare em um beijo...
O mundo pareça congelar e só você se mover...
A chuva caia em seu rosto trazendo um sorriso incontido...
O beijo na chuva seja mais gostoso...

Até que a vontade de rir de piadas que não tem graça seja maior que você...
A vida seja bonita só por ser vida...
E você ria como um bobo conversando com alguém que nem mesmo ao seu lado está...

Até que qualquer distância pareça perto demais para não ser percorrida...
A saudade aperte ao ponto de chorar...
Até o sangue ebulir e o coração bater mais forte...
Até uma música ser tudo que você quer dizer...

Até agora... Até amanhã... Até você.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Limite?

Aprender a lidar com nossos medos é uma das coisas mais assustadoras que acontecem durante nossa, talvez breve, passagem pela terra. Onde está o nosso limite? Ele é real? O que acontece se o cruzarmos? Quem estabeleceu limites para nós?

Eu sei, ficou parecendo abertura de Globo Repórter... Mas, pense: Quantos dos limites que você se impõe são realmente importantes e quantos são apenas justificativas para seus medos? Quais limites você não ultrapassa porque sabe que pode te prejudicar e quais simplesmente servem para delimitar sua zona de conforto?

Hoje me deparei com essa pergunta e, sinceramente, não tenho a minha resposta pronta. Mas uma coisa eu sei, muita coisa pode mudar...

quarta-feira, 16 de março de 2011

O palco recomenda...

Minha nova companheira de idas e vindas no carro é a Inconfidência (100,9 FM). Por recomendação de uma amiga passei a ouvir e, após um tempo de estranhamento, a beleza da música brasileira me tomou... É daquelas rádios que ainda valoriza o artista e apresenta além do nome da música o do artista e o do compositor.


Se você pensou: "Ahhhh aquela que meu pai ouve..." provavelmente você identificou corretamente.

De Aniceto do Império a Mart'nália, e atravessando toda a MPB, a programação é muito boa e variada. Muito samba, muita bossa! Coisa boa...

Foi assim que descobri o CD Infinito Particular da Marisa Monte que tem me divertido durante as noites. Taí um pedacinho... O palco recomenda...

terça-feira, 8 de março de 2011

Não sou um só

É bom voltar às origens...


Escrevendo o último post lembrei de como era bom escrever. Escrever mesmo que ninguém pudesse ler... Lembrei que quando escrevo me sinto uma pessoa melhor. Sinto que tenho algo a acrescentar.

Nos últimos dias senti falta de ler, de escrever, de ir ao teatro e sair para discutir. Senti falta de uma parte de mim que se apagou por um tempo.

Senti falta, mas me senti bem. Me senti bem porque apesar de tudo eu sei que eu ainda sou eu. Que eu ainda sinto saudades e que um dia irei voltar. Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser quando a hora certa chegar. Enquanto isso, continuo descobrindo as diversidades da minha vida e dos meus gostos.

Sou único, mas não sou um só.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Águas de Março



Muitas coisas eu aprendi com a chuva...


Talvez porque a chuva nos obrigue a pensar mais sobre nós mesmos. Ficamos mais quietos e mais sensíveis quando ouvimos o gotejar na janela. Nossos olhos se abrem para a beleza de coisas que consideramos normais todos os dias e nossos corações se aquecem mais com um abraço, um beijo.

A chuva dá a sensação de sempre querer mais daquilo que temos. Valorizamos. Entendemos a importância de dar e receber atenção, estar perto de quem se ama e segurar sua mão. Assistir um filme e se abraçar.

Talvez a chuva seja mera coadjuvante nesses processos de aprendizado da vida, mas vem sempre em boa hora.

Precisamos viver mais, sentir mais, chorar mais e, com certeza, rir mais. Assistir filmes que nos lembrem o porque a vida é tão boa e ouvir músicas que nos façam reviver momentos bons. Beijar com todo amor e abraçar com toda sinceridade.

Precisamos nos preocupar menos.

A vida está aí pedindo para ser vivida de pouquinho em pouquinho e é na chuva que a gente aprende a diferenciar o que é terra firme do que é movediço.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O meio do mundo...

E no final das contas o tempo passa e as coisas mudam.


Tem gente casando, nascendo, crescendo, vivendo - sim, vivendo mais do que se vive normalmente - começando a trabalhar, deixando de trabalhar. Tem gente cansada, tem gente estressada, tem gente relax e gente malvada, não necessariamente tudo em todos e não necessariamente nessa ordem de importância.

Eu sabia que o mundo girava, e que girava muito rápido, mas nunca tive medo de sair pela tangente.

Mas um dia a gente percebe que dentro do mundo, tem outro mundo, e dentro desse mundo tem a gente, e dentro da gente, tem o nosso eu. O meu, o seu, os nossos. Todos juntos, mas nunca misturados. Todos únicos, todos inteiros, todos lindos. E quando, se não todos, pelo menos alguns juntos, vão formando-se pequenos mundos que podem ter a força de uma bola de sabão ou de demolição.

Sabe o que mais? Nem sempre a bola de sabão estoura e nem sempre a de demolição resiste. Mas uma coisa é certa, só existe uma coisa que previne que nossos mundos saiam voando como loucos pela tangente. Gravidade. Aquela coisa que inexplicavelmente puxa tudo pro meio.

O que tem no meio do seu mundo?

Ps. Esse texto é pra você... que já vem a algum tempo estando no meio do meu mundo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Olá! 8-)

Não sei em que ponto do seu dia você vai me ler, mas sei em que momento eu escrevo. Enquanto eu escrevo, no entanto, sei que quero falar tudo que você desejaria ouvir - ou ler - enquanto despretensiosamente entrou aqui. Talvez depois de meses sem achar nada, esperava apenas reler algo que gostou. Talvez um Feed te chamou a atenção. Ou seria uma primeira vez?


Prefiro pensar que você gosta de ler o que deixo aqui... Nesse caso estaremos no mesmo barco porque eu definitivamente gosto de escrever.

Aliás, um bom dia a você! Comece o seu dia bem! Dê um sorriso, não seja tímido, estenda-o aos outros. Contagie alguém. Tome café com pouco açúcar...

Boa tarde! Que bom que você voltou... Estive te esperando! Eu juro... Coma salada no almoço, mas não deixe a carne de lado, você precisa de proteína...

Boa noite... Agora estou mais tranquilo e podemos conversar... Espero que seu dia tenha sido bom e que não se importe com as palavras tão corridas que trocamos durante o dia... Muito trabalho! Deixe um comentário sobre o seu dia... pergunte-me sobre o meu... eu respondo! E não deixe de passar tempo com a sua família...

Os anos de vida contidos no pouco açúcar e na salada passe-os com quem você ama. Isso chama-se investimento em pessoas... Lucro certo.

Invista em você mesmo! Isso se chama sabedoria...

E seja qual dia hoje for e qual hora estiver correndo saiba que terá sempre uma mensagem aqui pra você. Nem que seja esta mesma.





segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Olá, mundo!

Desculpa o atraso. Mas é que você também demorou a responder minhas mensagens. Até achei que você tinha dormido... Ai até eu me arrumar - escolher entre aquele tanto de assuntos - demorou. O engraçado é que acabei escolhendo aquele que já tá quase andando sozinho... rs Eu gosto MUITO do nada. Ele tem um ar criativo e despretensioso.

Ultimamente tenho passado muito tempo com o excesso. E eu digo que ele não é tão legal quanto o nada, mas definitivamente sou partidário da moderação. Pouco trabalho me faz bocejar, muito trabalho me faz estressar e trabalhar moderadamente me faz feliz. Assim é com (quase) tudo na vida. Por isso que nessa época de excesso eu gosto de visitar vocês. Esvazia a mente. Me traz mais próximo da moderação.

Espero que continuem me ouvindo... E que eu continue são.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pousada

Hoje escrevo para você.

Aliás, todos os dias escrevo para você.

Poderia escrever sobre o muito, sobre o nada ou sobre mim. Tanto faz. Seria para você.

Sobre o muito, falaria de amor. Sobre o nada, falaria de ódio. Sobre mim falaria muitas coisas. Nem todas amor, nem todas amor... O ódio jamais. Não sei lidar com ele. Não sei onde ele vive ou do que se alimenta, mas certamente desta ração não tenho para lhe dar. Se nasce, logo morre de fome. Não lava as vasilhas que usa e isso me irrita. Todas as vezes lhe expulsei...

Prefiro a alegria. Sempre hóspede, sempre ao dispor. Sabe retribuir a quem lhe dá bastante. Pelo menos se esforça... Aqui ela tem sempre lugar. Se alimenta com fartura porque sabe pedir e sabe receber. Não anda sozinha, traz sempre amigos.

Lembro-me que uma vez trouxe a flor, e eu a apresentei a você. A flor que também não sabe ser solitária, trouxe o sorriso. Este último ficou seu amigo e vocês ficaram juntos a noite inteira. Ciúmes não... Eu estava com a alegria, te olhando de longe ou de perto. Apenas observando.

Te observo ainda, e espero, pois se um dia o sorriso te abandonar, pra perto da minha alegria eu te trarei e ali... descanse.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Boa noite!

Descobrir o que é bom para a gente nem sempre é legal, mas boas influências nos ajudam sempre.


Hoje descobri que eu preciso de uma vida de velhinho. Sair cedo, trabalhar muito, voltar para casa, deitar em sua cama confortável e no máximo ler algumas páginas de um bom livro sobre gestão e dormir antes da meia-noite.

Quem diria? Eu que sempre disse que não tinha sono nesse horário... Eu que era o defensor dos notívagos e dos corujões. Sou o mesmo que agora é quase obrigado pelas suas pálpebras a se deitar antes das 22h.

Garanto, meus leitores, que lutei bravamente! Lutei como nunca antes! Mas me parece que a natureza é implacável. E quem sabe essa não é a grande descoberta que me coloca no serviço no horário certo?

ZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzz

(...)

Boa noite!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Barba, bermuda e all star...

Hoje eu me olhei no espelho e percebi que eu mudei pra melhor. Entrei em 2010 definitivamente diferente. Gosto de ver as minhas metamorfoses entre anos.


De sujinho a zé bonitinho, tudo isso eu já fui. Ter cara de nerd parece que é a unica constância na minha vida, mas fazer o que? Tem coisas que nunca mudam. Já fui gordinho, magrinho e barrigudinho é o meu estado atual, mas estou trabalhando para mudar isso. Caminhadas na beira da lagoa, esteira e muito mais ainda há de vir. Já fui uma "couch potato". Já fui estudante. Já fui estagiário. Hoje sou - se você me permite antecipar - engenheiro. Tenho uma fábrica sob meu comando e um desktop cheio de trabalho me esperando enquanto escrevo esse post. O estagiário deixou de ser "eu" e passou a ser "meu". Sou workaholic em fase de recuperação. Viciado em joguinhos online de "puzzle & skill". Não sei dançar, mas pretendo aprender. Em esportes pretendo me dar melhor.

Já fui, fiz e deixei de fazer muitas coisas, mas nunca antes havia juntado minha barba falha, uma bermuda e um all-star.

Hoje me sinto melhor.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Vontades...

Eu fiz algumas metas para 2010.

Metas não... propósitos.
Propósitos não... vontades.
E é assim que a gente vai afrouxando e não cumpre as coisas.

O caminho deveria ser inverso.

Tive algumas vontades para 2010.
Vontades não... propósitos.
Propósitos não... metas.

É isso que estou tentando fazer com minha humilde listinha. Confesso que por enquanto estou apenas nas vontades.

Vontade de ler mais...
Vontade de saber mais sobre o mundo...
Vontade de ganhar mais...
Vontade de fazer mais esportes...
Vontade de comer melhor...
Vontade de crescer profissionalmente...
Vontade de conseguir chegar no trabalho no horário...
Vontade de pagar todas as prestações do meu carro em dia...
Vontade de economizar...
Vontade de viajar em boa companhia...
... poderia dizer mais mil vontades que não sei contar quantas se tornarão propósitos nem quantas serão metas.

Uma coisa, porém, é fato! Eu tenho muita vontade de voltar ao Palco.

domingo, 6 de setembro de 2009

Obrigado...

Ontem após ano ou mais resolvi colocar uma foto no meu desktop do windows. Nunca tive esse costume ou mesmo essa vontade, mas essa foto me faz sorrir... Foi pensando assim que resolvi me dar um alívio durante as horas de trabalho e monografia. Basta alternar as telas e sorrir.


Esses mesmos sorrisos me trouxeram de volta ao palco. Numa vida cheia de alegria é mais fácil viver o drama.

Obrigado a você que me faz sorrir.
;-)

sábado, 4 de julho de 2009

Voltando ás raízes...

É engraçado como os temas desse blog giram, giram e giram...


Eu nunca fui de escrever muita ficção... acho que não sou muito bom nisso. No entanto, meus dois ultimos posts foram exercicios literários muito bacanas e que me fizeram ate gostar um pouco mais do gênero desafiante.

Hoje espero retornar a meu assunto predileto com a ajuda do Grupo Galpão que está estreiando seu 18º trabalho nos palcos. Fica a dica:

Till: A saga de um herói torto.
Praça do Papa
Dias 3, 4 e 5 julho 2009
Parque Lagoa do Nado
Dias 10, 11 e 12 julho 2009
Sexta e Sábado às 20h
Domingo ás 19h
Entrada Gratuita

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Talismã

Ela era ruiva. Ele macabro. Ela tremia. Ele a olhava.

Ela sabia, no entanto, que naqueles olhos frios estava sua única esperança. Entregou as poucas moedas que caíram na mesa com o tremor de suas mãos. Precisava de respostas e, em sua cabeça, não havia outra maneira de consegui-las. Pegou o talismã e saiu.

Correu pela floresta pedindo a Deus que a fizesse forte. Sabia que o que encontraria com a ajuda daquele objeto poderia ser pior do que o seu coração estava preparado para agüentar. Sem pais, irmãos ou amigos aquele gato era sua única companhia e estava sumido sem ao menos uma pista.

Sim, era um gato o motivo de toda a comoção. Mas não qualquer gato. Seus olhos brilhantes, pêlos lisos e macios como fios de seda e andar esperto já haviam conquistado muitos prêmios em anos passados. Seu antigo dono, um velho barão meio manco que morava na cidade o doou à pobre menina daquele povoado distante depois que o mesmo ganhou mais atenção do que ele. Matérias nos jornais anunciaram o sumiço do “gato de ouro”, mas o barão soube escondê-lo bem.

Fosse somente o gato talvez a comoção e o medo tivessem menos espaço naquela mente, mas havia uma maldição. “Aquele que deixar esse gato a sofrer, sofrerá seis vezes mais no inferno a arder” – disse o barão ao entregá-lo à menina. O medo a fez se apegar e cuidar tanto que passou a amar de verdade, e agora, dava lugar à coragem de descobrir por onde andava o bichano perdido.

Aliás, perdido não, pois havia mais mistério nesse sumiço do que uma simples corrida para uma rua distante. Ele não era o único. Todos os gatos dos quais se tinha notícia no povoado haviam sumido. Naquele momento, no entanto, apenas um importava.

***

Correu tanto que se cansou. Parou para descansar e dormiu profundamente com a cabeça reclinada em uma pedra. Acordou no dia seguinte com o sol que vinha pela clareira e refletia nos seus cabelos ruivos. Levantou se sentindo mais segura. Sentia já estar longe o suficiente para testar os poderes daquele pequeno objeto. Mesmo assim andou um pouco mais até achar um riacho. Lembrou-se do que havia dito o homem:

“Deixe cair o talismã sobre a relva mais verde e que o sol reflita seus raios sobre a pedra de ônix. O lugar desejado se verá como agora não poderás compreender.”

Tremeu novamente. Olhou para o solo e imaginou nunca ter visto relva mais verde que aquela. Olhou para o sol e estava a pino. Tirou o cordão que havia pendurado no pescoço e, como para não perder a coragem, lançou-o ao chão de imediato. Nada. Nenhuma explosão, raios de luz ou vozes do além. Somente um leve brilho que realçava a beleza do ônix.

“Charlatão!” - pensou a menina - “Uma eternidade de sofrimentos me espera”.

Pendurou a pedra que brilhava ainda sobre o peito novamente. Sabia voltar para o povoado, mas sentiu vontade de sumir. Fugir para bem longe, num lugar onde nada a pudesse atingir. Nem mesmo a maldição do Barão. Queria somente chorar. E chorou. Muito.

Chorou tanto que seus olhos tinham a vista embaçada. Já não enxergava um palmo à sua frente. Enxugou os olhos, então, e viu um desenho perfeito, sulcado na terra pelas lágrimas que caíram de seus olhos. Viu no desenho o rosto do felino e os olhos do barão onde uma última lágrima vinda de seus olhos pousou. Bastou para que entendesse tudo.

Deixou-o ir. Talvez assim, um Barão outrora de olhos marejados pudesse ser seis vezes mais feliz.

Créditos desta história para minha amiga Fernanda que com sua criatividade bolou os personagens chave e os motivos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aha-uhu o balaio é nosso...

Morar na pampulha em dia de jogo no Mineirão pode ser um inferno. Morar no lado da Avenida Carlos Luz - entrada da torcida do cruzeiro - então são dois infernos juntos...

Já fazia algum tempo que eu não pegava um daqueles ônibus lotados de torcidas organizadas fazendo bagunça. Hoje, ironicamente, a torcida organizada estava realmente organizada. Verdadeiras ladies. Mas também não estava lotado - o que era de se esperar num jogo do cruzeiro.

O mais interessante na viagem que foi relativamente curta - já que o motorista enfiava o pé no acelerador sem dó (como se isso fosse evitar que eles fizessem algum tipo de baderna) - foi a diversidade de reações dos passageiros à presença da torcida.

As senhoras em geral não estavam nem aí e, nesse caso, valem duas teorias:

1 - As senhoras em geral não sabem distinguir uma torcida organizada dos seus netos meio rebeldes.

2 - As senhoras sabem que até as torcidas organizadas (formadas pelos seus netos meio rebeldes) têm medo delas por sua ausência de papas na língua - "essa juventude perdida já não tem mais respeito nenhum!?"

Algumas mulheres no ponto de ônibus deixavam de entrar, esperando pelo próximo carro que com certeza estaria mais cheio de cruzeirenses ainda devido ao horário. Os homens que não pertenciam à torcida eram poucos, mas pareciam se restringir a ficar por perto da roleta - "será que eles tem um radar pra atleticano?"; "Olha o arrastão aê...".

Eu escolhi ficar mais ou menos pelo meio do ônibus demonstrando assim uma postura do tipo "eu não tenho medo de vocês suas marias...". Isso valeu até o momento em que o ônibus passou em frente ao cemitério e dois amigos, pertencentes à torcida, que se assentavam à minha frente trocaram uma conversa do tipo:

- Ah, é? Ele foi enterrado aqui... (pausa breve) Aquele que você matou? (o outro acena com a cabeça que sim) E você veio no enterro dele? ... Poxa, mas você que matou e ainda vai no enterro?

Nesse momento precisei falar alguma coisa com o trocador - Roleta pra quê te quero...

E por falar no trocador... Esse era outra figura interessante. Um jovem "gordinho de boa aparência", super preocupado com uma das passageiras cujo cartão oferecido pelo namorado falhou inexplicavelmente, falava ao celular com o dito cujo. "A menina está aqui aos prantos" dizia ele. E logo depois "... vai ficar aqui no meio da rua, uai" - Mas é claro que o gordinho atencioso jamais faria isso com ela. A menina ganhou uma passagem de volta pra casa...

Penso que as torcidas já não são tão más como antigamente se ouvia dizer. Ao chegar no ponto onde deveriam descer até mesmo cumprimentaram o motorista com um "Valeu, motor!".

Por via das dúvidas,eu como um bom medroso que sou, em dia de jogo, vou passar a ficar perto das senhoras...


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amo muito...

Chocolate para inspirar uma noite de trabalhos...

domingo, 7 de junho de 2009

Inspiração, Falta De

"ahh que isso..

tanta coisa q vc tem feito esses dias.."

E de certa forma ela tinha razão. Realmente muita coisa se passou desde o dia 31 de maio, mas o fato é que, infelizmente, nenhuma delas me chamou a atenção pra merecer um post.

Então, caros leitores, esse post vem como um singelo pedido de desculpas pela ausência prolongada. Tenho certeza que em breve terei mais motivos para dar as caras. 

Até lá... vai passando aqui! O sitemeter gosta...

sábado, 23 de maio de 2009

Pesadelo!

Mais um dos que "fazem sinapses" me adicionou no orkut!


E o pior.. Eu aceitei!

God save the Food Engineers!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Uma vez... pra sempre...

O tempo passa e, a cada dia, me aumenta uma preocupação. Será que esse negócio de blog morreu para mim de verdade? Eu queria voltar àquela época em que os posts saíam naturalmente todos os dias... É claro que hoje posso estar mais velho, mais sábio, porém ainda gosto de ter o que dizer. Gosto de ver o número de visitas aumentar também, eu confesso. Mas de que adianta um palco se não há público? Mas não quero ficar chorando... A verdade é que os textos têm vida própria. Eles nascem quando quiserem e não há nada que eu possa fazer quanto à isso. 


Minha sorte é que uma vez blogueiro, sempre blogueiro. E eu sei que, um dia ou outro, eu vou retornar com uma nova idéia na ponta do dedo.