quarta-feira, 2 de abril de 2008

Tagged. 10 coisas que eu nunca escreveria nesse blog normalmente...

Graças a minha querida prima Carol... I was tagged! E agora vocês descobrirão 10 coisas que você TALVEZ não saiba sobre mim.

1- Eu choro em casamentos de estranhos.
2- Eu estudo engenharia de alimentos e o meu curso realmente é ENGENHARIA.
3- Eu durmo na cama de cima do beliche, em baixo dorme meu irmão Renato.
4- Eu só consigo dormir depois que o Renato já dormiu.
5- Frequentemente me vicio em jogos bobos de internet, o atual é o Pôquer.
6- Eu odeio tudo que se relacione a Geografia, menos viajar.
7- O google maps é meu melhor amigo, me perco muito fácil.
8- Sou eu quem faz as compras da casa.
9- Eu gosto de cozinhar, mas pratico muito pouco.
10- (logo agora que tava ficando divertido...) Eu guardo todos os meus celulares antigos. Um dia eles vão valer uma grana! kkkkkkk
11- EU SOU NERD! Mas isso não é novidade pra ninguém.

sábado, 15 de março de 2008

Espera aí... já to chegando!

Quando foi a última vez que você viu alguém se "atrasar um pouquinho"?

Hoje eu decidi em minha mente, meu universo paralelo, que esse conceito não existe. Ou você atrasa, ou você não atrasa. Não existe medida em atraso. Os atrasos são adimensionais.

Todas as vezes que arrisquei ligar para minha namorada e dizer "Amor, vou atrasar um pouquinho, tá!?" - ou como ela diria que eu falo: "OW, vou atrasar um pouquinho, tá!?" - eu atrasei em média 30 minutos. E pra mim, "atraso" de 5 minutos não é atraso. Olho no meu relógio e no seu e a diferença pode ser exatamente essa. Quer atrasar, atrasa direito!

Hoje saí com 15 minutos de atraso de casa. Pensei comigo: "15 minutos é mais ou menos o tempo que leva para outro ônibus passar. VOU ATRASAR SÓ UM POUQUINHO!". Foi aí que começou o problema. O primeiro ônibus passou rápido. Tão rápido que nem parou, apesar do meu sinal. O segundo... ... ... ... ... deu pra entender né? Meia hora depois.

Façamos os cálculos:
Horário de saída de casa: 17:45
Horário de entrada no ônibus: ~18:20
Horário de início da aula: 19:00

Eu tinha aproximadamente 40 minutos para entrar no primeiro ônibus, viajar da minha rua até o início da Av. Bias Fortes, andar dali até a Av. Amazonas, pegar o segundo ônibus e viajar dali até a faculdade no Estoril. Basicamente, atravessar a cidade.

Como se não bastasse, o meu primeiro ônibus foi parado pela polícia, pois aparentemente 2 ou 3 pessoas não haviam pagado a passagem. Depois de vários minutos perdidos veio a notícia que todos esperávamos ansiosamente. ALARME FALSO. Os rapazes voltaram pra dentro do ônibus e continuaram viagem.

É claro que eu cheguei na faculdade cerca de 50 minutos atrasado totalizando 2h e 5 minutos de viagem. É mole?

Abaixo tem o mapa da minha querida viagem-de-cada-dia-nos-dá-hoje gerado no Google Maps:


Exibir mapa ampliado

Por falar nisso... Já já eu tô passando aí na sua casa... mas eu vou atrasar um poquinho tá?

terça-feira, 11 de março de 2008

O som das idéias

Adoro esse momento de incerteza que precede um post em um blog quase abandonado. Tanta coisa mudou de lá pra cá que já não sei bem sobre o que escrever. Se no último post eu estava "Mergulhando em Molière", hoje estou em terra seca de leituras. Já faz algum tempo que não assisto algo de bom no cinema e, ainda mais tempo, no teatro.

As férias acabaram e a imersão cultural - um tanto quanto fracassada - também. Hoje minha vida se resume a procura de estágios e faculdade. Que, aliás, vale dizer, está me deixando bastante nervoso. Mas enfim...

Depois de quase dois meses voltar aqui sem ter o que dizer é um pouco chato. Mas vocês já me conhecem - e se não conhecem, olhem para trás.

Eu escrevo pelo prazer de sentir meus dedos baterem nas teclas produzindo o som das idéias.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mergulhando em Molière

ARGAN. -Tres y dos cinco, y cinco, diez, y diez más, veinte... Tres y dos cinco.
"ltem, el día 24, una ayuda estimulante, preparatoria y emoliente, para ablandar, humedecer y refrescar las entrañas del señor." Lo que más me agrada de Fleurant, mi boticario, es su cortesía:
"Las entrañas del señor, seis reales." Pero eso no basta, amigo mío: a más de correcto, es preciso ser razonable y no desplumar a los pacientes. ¡Seis reales por una lavativa!... Ya sabéis cuánto me satisface complaceros; pero como en ocasiones anteriores me las habéis cobrado a cuatro reales, y en lenguaje de boticario cuando se dice veinte hay que entender diez, pongamos dos reales... (...)

Assim começou minha primeira leitura de Molière. "El Enfermo Imaginario", ou "O Doente Imaginário" na versão brasileira, foi meu souvenir preferido da viagem a Buenos Aires. Por uma barganha de 9,90 pesos levei a versão completa da obra com as músicas preservadas no original italiano - apesar da obra ter sido escrita em francês.

Finalmente, então, mato a minha curiosidade com essa mente brilhante. Com a ajuda de alguns dicionários e uma boa disposição acredito que será uma ótima aventura.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O Brasil em 5

Nesta semana fui ao cinema duas vezes e assisti ainda 3 filmes alugados. Na primeira ida ao cinema peguei uma sessão tarde da noite para assistir o muito falado "Meu nome não é Johnny". Enquanto esperávamos para comprar ingressos um casal chegou um pouco apressado como se tivessem ido ao shopping àquela hora apenas para tentar um filme. Primeiro pensamento: "Eles devem adorar filme. Já conhecem o caixa do Cinemark pelo nome. Com certeza vão entrar na mesma sessão que a nossa." Grande decepção foi a que eu tive quando ouvi a mulher dizer: "Ah, é filme brasileiro... Muito ruim! Não assisto."

Muitas pessoas ainda nutrem esse preconceito como se filme brasileiro fosse sinônimo de pornografia - ou porcaria, como você preferir -, mas a verdade é que os filmes brasileiros estão cada vez mais bonitos de se ver. Dos cinco filmes que vi nessa semana, 4 eram produções brasileiras e o quinto, uma produção americana com atores brasileiros envolvidos. A lista foi essa:

1) Meu nome não é Johnny! - Brasil 2008
2) O amor nos tempos do cólera - EUA 2007
3) Muito Gelo e Dois Dedos D'agua - Brasil 2006
4) O ano em que meus pais saíram de férias - Brasil 2007
5) Olga - Brasil 2004

Surpreendentemente, ou não, a pior produção foi a americana. Uma história com pouca coesão, muita enrolação e um inglês um tanto quanto sofrível por parte de alguns atores. Já "Meu nome não é Johnny", ao contrário do que dizia a moça da fila, arrasou! Quebrou muitos tabus e fez de uma história que tinha tudo para ser tratado como um profundo drama pessoal uma comédia hilariante que faz tão bem quanto o papel de despertar para o prejuízo do envolvimento com drogas.

"Muito gelo e dois dedos d'água" foi simplesmente uma pérola do humor negro inteligente. "O ano em que meus pais saíram de férias" e "Olga" também foram excelentes. Matéria-prima de clássicos do cinema. Muito bem filmados, com uma qualidade de imagem que surpreenderia a muitos preconceituosos e atuações em geral acima da média brasileira, com certeza me ganharam como fã.

O cinema brasileiro está cada vez melhor e se você, como eu fui um dia, anda cheio de preconceitos com as produções recomendo os títulos acima para começar. Toma coragem, vai...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Muito Gelo e Dois Dedos D'agua

"Um copo longo com muito gelo e dois dedos de água... deu pra entender?
É isso!
(...)
Eu gosto do efeito do whisky mas não gosto do sabor."
*
***
*
"Muito gelo e dois dedos d'agua...
Não é o seu Whisky. É você!
(...)
Você é um iceberg flutuando numa piscininha de plástico."
*
***
*
Fantástico o filme. Recomendo.
Mais um trunfo brasileiro.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Um milhão de aplausos...

Pra variar tem algo intalado que não quer sair. Simplesmente aqueles bons momentos se recusam a virar palavras. Não sei que fenômeno é esse em que é sempre mais fácil escrever sobre a dificuldade de se expressar do que se expressar em si.

De alguma forma o impacto que aquela noite no café Tortoni teve em mim foi maior do que simplesmente o de conhecer mais uma manifestação artística e cultural. Por estranho que pareça aquela mulher que cantava versos - por vezes incompreensíveis - transmitiu uma carga de emoção ao seu público que valeu, entenda quem puder, mais que milhões de aplausos.

Talvez tenha sido impressão minha por causa dos meus olhos que mal piscavam, mas sentia como se cada longo suspiro da cantora junto ao som do bandoleón, do violino, piano e baixo formavam uma expressão do que seja o tango para os porteños e não para os turistas.

Tudo era muito bem ensaiado, não havia sombra de dúvidas de que aquele show era feito e refeito noite após noite. Os mesmos versos, os mesmos passos de dança, os mesmos acordes, mas sentimentos sempre genuínos. Sentimentos como os de Manuel Romero em "La canción de Buenos Aires".

Não sei explicar mais poeticamente, nem com uma veia literária melhor. Mas num salão onde alguns nada falavam de espanhol, o sentimento parecia ser o mesmo. O de querer entender como se vive tão intensamente uma arte.



"Buenos Aires, donde el tango nació,
tierra mía querida,
yo quisiera poderte ofrendar
toda el alma en mi cantar.
Y le pido a mi destino el favor
de que al fin de mi vida
oiga el llorar del bandoneón,
entonando tu nostálgica canción."
(Manuel Romero - La canción de Buenos Aires)

PS. Esse post recebeu o label "morfologia da mente" porque de "O nada e o pouca coisa" ele definitivamente não tem nada.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Mais uma lição do mestre...

Numa ida despretensiosa à locadora acabei alugando um filme que queria ver desde que saiu em alguns poucos cinemas no ano de 2004. Um filme que conta com um elenco de atores renomados, diretor bem falado e texto de Shakespeare não poderia ser uma má escolha. Das prateleiras da locadora Popular para o meu aparelho de DVD saiu "O mercador de Veneza".

A princípio surpreendi-me com uma atuação deveras mediana de Al Pacino como o agiota judeu Shylock, mas depois de algum tempo de filme, compreendendo o real tormento da alma de Shylock as coisas melhoraram um pouco. Um pouco. Já Jeremy Irons (Antonio) e Lynn Collins (Portia) - de quem nunca havia sequer ouvido falar - tiveram bons momentos, principalmente Collins.

O filme deixou um pouco a desejar por não conseguir aliar a rapidez do desenvolvimento da história e a clareza, porém isso fica compreensível quando se considera que as peças de Shakespeare definitivamente não foram feitas para durar apenas duas horas. Pressa não era um dos elementos base no desenvolvimento de suas histórias.

Ao voltar na locadora para devolver o filme, me deparei com "A megera domada" (1967) estrelando Richard Burton e Elizabeth Taylor. "Imperdível", pensei logo de cara, aproveitando então o embalo shakespeariano, loquei.

As atuações são pouco atraentes aos olhos, não pela falta de qualidade, mas pelo contexto retratado. Interessante foi notar a preocupação em manter o "deboche teatral" de Shakespeare. Exageros que seriam inaceitáveis nas telas de cinema foram admitidos por fidelidade à obra. Algumas coisas, porém, passaram dos limites do meu gosto. Um filme muito bom para quem tolera o vocábulo prolixo de Shakespeare e as imagens recauchutadas de filmes antigos.

No entanto, como diria o próprio Shakespeare: "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia". E nesses dois filmes seguidos foi que muita coisa sobre o camarada autor me saltou aos olhos.

Louvamos sua genialidade com as palavras, mas talvez no nosso pouco conhecimento deixemos passar algumas características fantásticas de sua obra. Eu, particularmente, sempre percebi Shakespeare como um cara um pouco sacana que gosta de uma piadinha suja por debaixo dos panos (pelo menos para nós, meros cidadãos do futuro). Um humor notávelmente popular e rude. Mas o que eu nunca havia notado era como essa robustez levemente se dissolvia em mensagens brandas e de bons costumes. Me parece que suas obras sempre julgavam ter algo à acrescentar. As figuras do amor, da fidelidade, da amizade e da justiça têm sempre grande destaque e, apesar de fugir da dicotomia exagerada entre o bem e o mal, o triunfo dessas características é sempre evidente. Mesmo nos tristes fins.

Shakespeare talvez possa nos ajudar a compreender, dentro da ótica cristã, o que é cativar um público e passar uma mensagem sem "agressões" psicológicas e obviedades. E bendito seja ele se o fizer!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

Vivendo e... com a pulga atrás da orelha!

Puxa vida... como eu entendo tão pouco desse negócio de teatro e cultura...

Ao ler pela primeira vez o post de um amigo no Orkut sobre o antropofagismo cultural proclamado por Oswald de Andrade e O TAL do grito quadrifônico da independência, confesso que pensei comigo mesmo: "Hein??? Entendi não... mas falou bonito." haha Daquele jeitinho mesmo que eu acho que nunca deve ser feito... rs

Resolvi na minha cabeça que antropofagia era uma palavra bonita pra se lançar no meio de uma discussão sobre teatro. (o.O)

Pesquisar que é bom... NADA! Até agora... 1:00h da manhã de sexta para sábado quando resolvi procurar no google e ler o bendito Manifesto Antropofágico... Santa ignorância essa minha... Confesso não ter entendido metade das coisas. Isso me levou a pensar:

Se eu tivesse respondido alguma coisa menos vergonhosa do que "li somente um livro esse ano" naquela enquete (da comunidade) talvez eu estivesse mais por dentro...

Enfim, isso só serve para confirmar que a idéia que surgiu de criarmos um grupo de estudos teatrais está cada vez mais necessária para me atualizar.

Se você, como eu, não tem a menor da idéia do que seja o Manifesto ou do que viria a significar antropofagia nesse caso... taí a transcrição do tal do Manifesto da Pulga atrás da orelha... Quem quiser que me acompanhe...

Ainda tem muito o que aprender e eu sou o primeiro na fila agora...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Incurável

Me percebo incurável de um mal que não sabia, até pouco tempo, sofrer dele. Sofro da falta de palavras para descrever meus sentimentos. Talvez esse mal já me acompanhe desde a época em que não sabia falar de amor nem admitir amar, mas disso, graças a Deus, já fui curado. Terapia de choque. Bater de frente com o seu medo e perceber que ele veio pra ficar, melhor se acostumar com ele. E, no final das contas, até que ele nem é tão mal assim.

Quando me deixei amar com palavras, percebi que algo se libertava dentro de mim. Um elo de relacionamentos verdadeiros e sinceros se fechava e um leque de oportunidades se abria. Caminhos de um mundo que até então não conhecia bem - a amizade. Mas, se não me engano, já falei sobre isso por aqui.

Hoje enfrento meu medo das palavras que escrevo e espero que disso saia algum fruto bom. ao menos aproveitável. Isso é o que me leva a escrever esse texto sem fim. O medo de terminá-lo.

domingo, 25 de novembro de 2007

Língua no vermelho


Estive pensando:
A gente se cria pra algo... o mundo nos exige o inverso.
No final, todos pagamos língua!

Bem que eu queria ter um saldo devedor menor.

sábado, 17 de novembro de 2007

... 9

Ok, ok... Bem que eu tive a boa intenção de falar sobre todos os filmes que assisti essa semana, mas o número fugiu ao meu controle. Foram nove ao todo, de sábado a sábado. Por esse motivo, vou me limitar a dar uma avaliação breve de cada um:

1- Fale com ela **** - sutilmente provocador; bom.
2- Garota, Interrompida ***** - Atuações fantásticas; muito bom.
3- Uma lição de amor **** - Boas atuações e história que vale a pena; bom.
4- O maior amor do mundo ** - História pouco envolvente, imagens pouco atrativas e atuações medianas; ruim.
5- Um ato de coragem *** - Hollywood; normal.
6- 1408 **** - Vale ver a atuação de John Cusack, mas o roteiro peca em alguns pontos; bom.
7- Volver **** - Envolvente, surpreendente; bom.
8- O cheiro do ralo ***** - Cinco estrelas pelo inusitado bem trabalhado; muito bom.
9- Antes só do que mal casado ** - Massivo, idêntico aos outros; ruim.

Ps. São só minhas opiniões, não tenho a intenção de bancar o crítico de cinema.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

1, 2...

Essa semana estou me dando o privilégio de assistir a 5 filmes que aluguei em meio ao caos de trabalhos e provas da faculdade. Os dois primeiros foram: "Fale com ela" e "Garota, interrompida".

"Fale com ela", de Almodóvar, a princípio me causou medo, simplesmente pela concepção geral do que é Almodóvar na boca do povo. Confesso que torci sombrancelhas e mostrei caretas a esse nome por muito tempo. Mas como a Pipa mesmo me disse: "É seu primeiro Almodóvar, né? Tadinho!" e ela deve ter razão. Gostei muito do filme e acho que acima de tudo tive a oportunidade de avaliar a tal "concepção geral" descobrindo que não está errada, apenas distorcida - ou não. Mas enfim, ainda não expresso opiniões além do "gostei ou não". Dizem que a primeira vez é sempre meio inconclusiva...

De "Garota, Interrompida" sinto-me mais livre pra falar, afinal James Mangold não é um mito. O filme conta com atuações fantásticas de Winona Ryder, Angelina Jolie - vencedora do oscar de atriz coadjuvante pelo papel - e Whoopy Goldberg. Esta última, aliás, sendo a que mais me surpreendeu. Que seu trabalho é de qualidade eu nunca duvidei, mas acho que nunca a vi tão forte e ainda assim tão "suave" na cena. Uma personagem coerente e consciente do seu papel. O filme inteiro é uma beleza, recomendo.

Na sua próxima ida à locadora, considere as duas opções.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Lembrei desse poema hoje...

Essa definitivamente é a minha parte favorita do filme Patch Adams e uma das poucas que me arrancam lágrimas solitárias todas as vezes. Abaixo está o poema completo:

Sonet 17 of Pablo Neruda's 100 Love Sonets

I do not love you as if you were salt-rose, or topaz,
or the arrow of carnations the fire shoots off.
I love you as certain dark things are to be loved,
in secret, between the shadow and the soul.

I love you as the plant that never blooms,
but carries in itself the light of hidden flowers;
thanks to your love a certain solid fragrance,
risen from the earth, lives darkly in my body.

I love you without knowing how, or when, or from where.
I love you straightforwardly, without complexities or pride;
so I love you because I know no other way

than this: where I does not exist, nor you,
so close that your hand on my chest is my hand,
so close that your eyes close as I fall asleep.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Pérolas de Sabedoria

Matheus Nachtergaele em entrevista sobre a experiência de trabalhar no filme "Cidade de Deus" com atores que nunca haviam feito outro trabalho.



"Às vezes me perguntam como foi trabalhar com atores não-profissionais e eu sempre odiei essa palavra assim: Eu sou profissional. Eu não entendo isso muito e acho que isso está deturpado . Esse termo pra mim ficou misturado com correria atrás de dinheiro, independente de qualquer coisa, sabe? Eu estou muito mais ligado nas vocações das pessoas do que se elas são profissionais ou não. E eles sabiam o filme, queriam o filme e eram, então, na minha opinião, os mais profissionais que eu já tive a honra de ver. Porque estavam envolvidos, estavam vocacionados no momento do filme, dedicados, esforçados e é assim que a gente chama o cara profissional, quer dizer, o cara que quer, que dá o melhor de sí, o cara que entende o que está fazendo, que tem uma sacação, uma tirada ótima de pura inspiração por causa do envolvimento dele com o trabalho e eles estavam assim. Quer dizer, eles eram os atores mais profissionais do cinema, sendo que não eram os profissionais. Me fez pensar sobre isso também, conheço tanta gente que é considerada profissional e que vai pro set entediado... 'Mais um filme', sabe? Foi, assim, um banho de respiro, de frescor nesse sentido. Me relembrar que o profissionalismo, apesar do meu ódio à essa palavra, é a entrega, a paixão, o estar disponível a maior parte do tempo pra que o projeto dê certo e isso acho que acontecia com todos os meninos do 'Cidade de Deus' e com a equipe em geral."

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Caixinha de sugestões

Se houvesse uma caixinha de sugestões que enviasse os recados direto para o céu meu recado de hoje seria:


"A quem possa interessar,


O uso da luz branca tem sido altamente recomendado para economizar energia e diminuir o calor do ambiente. Consciência ambiental é tudo.


Ass. Anônimo"


Ou você acha que eu ia entrar nessa briga? O cara faz a mesma coisa há milênios...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Quem tem medo da arte?

Ultimamente algumas coisas me motivaram a pensar melhor sobre a arte e a maneira como deve ser encarada por qualquer grupo amador. Sei que minhas opiniões, mais que as de qualquer outra pessoa, são as de um leigo, mas existe algo que me intriga nos grupos que dão certo mesmo sem fazer sucesso ou se dedicarem em tempo integral à arte.

São pessoas que se consideram amadoras, por vezes não desejam aquilo como futuro profissional, mas com certeza se consideram e agem como artistas. Não sei porque a palavra amador tomou um sentido tão pejorativo em alguns meios. "Vocês são APENAS amadores, nunca poderão ser como os profissionais". Talvez isso seja verdade em alguns aspectos, mas quem é o responsável por traçar a linha entre o talento amador e o talento profissional? "Se você consegue fazer isso, isso e aquilo, então você é um amador, se conseguir fazer algo mais, será então um profissional". Na minha concepção essa linha não pode existir e muitos artistas amadores - no melhor sentido da palavra - já desafiaram esse pensamento.

Se tornar um artista é um processo. É preciso aceitar que a arte tem vida própria. A arte alcança o público para passar uma idéia formada pelos artistas. Se o público pudesse moldar a idéia do artista, já não seria mais arte, seria um retrato do que o espectador gostaria de ver. A arte, porém, não quer falar sobre o que o público quer ouvir, mas sobre o que é relevante para o artista. A arte tem o objetivo de questionar e não de afirmar. Quem tenta moldar a arte, tem medo de mudar de idéia.

Não pretendo deixar segredos de sucesso nesse post ou nesse blog, afinal quem sou eu para fazer isso? Sou apenas alguém que resolveu dar a sua opinião para quem quisesse ler e, talvez, entender e contestar.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

É isso que tenho que aguentar...

Oportunidade de Estágio

Titulo: Estágio na aréa de alimentos
Empresa: Confidencial
Curso(s): Engenharia de Alimentos, Nutrição
Período(s) Todos
Sexo: Ambos
Idade: Não informada
No. de Vagas: 2
Horário: tarde (10h às 16h15), noite (16h às 22h15)
Bolsa: R$ 400.00
Benefício(s): Alimentação Na Empresa , Vale Transporte
Função: Assistente de cafeteria e restaurante

sábado, 13 de outubro de 2007

No meio do caminho...

Bem que eu tentei escrever algo legal...
tropecei na formatação...