quarta-feira, 13 de maio de 2009

Campanha sugere que você faça “Xixi no Banho”

08/05/2009
Fonte: www.clickarvore.com.br


A proposta visa mobilizar as pessoas para a preservação do meio ambiente e mostrar que uma descarga evitada por dia, resulta na economia de 4.380 litros de água potável por ano.

A F/Nazca Saatchi & Saatchi acaba de criar a campanha para divulgação da quinta edição do Viva a Mata - mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica, promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio, das 09h às 18h, na Marquise e Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A campanha intitulada “Xixi no Banho” tem em sua proposta levar para o público em geral, de maneira mais descontraída, como um simples ato pode contribuir com a preservação do meio ambiente, ou seja, economizando água.

De acordo com o diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, para esta edição do Viva a Mata, a Fundação quer chamar a atenção da sociedade de uma maneira mais simples e divertida, mostrando como pode ser fácil colaborar com a floresta mais ameaçada do País, a Mata Atlântica. “Em período de crise financeira, em que se ouve muito ‘não’ para tudo, este ano quisemos levar o ‘sim’ para o cotidiano das pessoas, incentivando que todos façam xixi no banho. O meio ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros. Uma descarga por dia corresponde a 4.380 litros de água por ano”, ressalta Mantovani.

Somente em São Paulo poderia ser economizado mais de 1.500 litros de água por segundo. Uma informação importante para aqueles que têm dúvida se é uma prática higiênica: o xixi é composto 95% de água e 5% de outras substâncias como uréia e sal.
Com criação de Eduardo Lima e João Linneu, direção de criação de Fábio Fernandes e Eduardo Lima, para a criação da parte online Henrique Lima e Julio Zukerman, direção de criação de Fábio Fernandes e Fábio Simões, a campanha conta com peças de anúncios, filme, site (www.xixinobanho.org.br), spot e ações de mídia exterior.

Campanha solidária
A FNazca trabalhou voluntariamente para a produção desta campanha e ela também será divulgada graças à cessão de espaços sem custo por veículos como TV Globo, Play TV, TNN/CNN , Sony, SBT, MTV, Rede Tv, Record, Record News e Discovery Channel; Rádios: Eldorado eAlpha Fm; Revista Terra da Gente e jornais: Jornal Trem ABC, Jornal da Linha, Sul, Metronews, Gazeta Mercantil e Diario Gde ABC

domingo, 10 de maio de 2009

A cara do pai

Alguns textos nascem de parto natural

A forma mais bela de se nascer, dizem alguns

Outros nascem virados, 
Com o cordão enrolado, 
Fazendo força e com dor

Eu escrevo dos dois
Gosto de ser papai de filhos feios e bonitos
Fáceis e complicados

De tudo, porém, 
Gosto de assistir aos meninos crescerem
Fazer bagunça na minha cabeça
E liberá-los para o mundo com a sensação de dever cumprido

São a cara do pai...

Finalmente!

Sim! Sim! Este ano estou me superando. Consegui quebrar o meu tabu com o Comida di Buteco pela segunda vez hoje! 


A primeira vez foi na quarta. Autênticos Bar. Um prato sem nada demais, por assim dizer. Gostoso. Mas nota 6. Não recomendaria.

Já no dia de hoje tive uma surpresa agradável com um prato simples do Escritório da Cerveja. O "Boi Chapado" - como o estabelecimento chamou seu prato concorrente - usou de uma mistura muito agradável de condimentos e ingredientes como o champignon e a pimenta biquinho. Os anéis de cebola também valeram a pena. Recomendadíssimo.

Espero conseguir mais oportunidades de provar os pratos nessa última semana.


terça-feira, 5 de maio de 2009

Food for thoughts #1

Hoje entrei no perfil de uma colega de curso e comecei a ler as seguintes frases:


Engenheiro de alimentos não come, degusta.
Engenheiro de alimentos não cheira, reconhece odores.
Engenheiro de alimentos não toca, sente a textura. 
... Agora repare na pérola:
ENGENHEIRO DE ALIMENTOS NÃO PENSA, FAZ SINAPSE. 
O que é que uma SINAPSE tem a ver com a engenharia de alimentos, meu Deus? 

Eu penso sim, porra! Penso tanto que fiz questão de não copiar o texto que descrevia um neurologista e só trocar o nome da profissão pra embelezar meu Orkut!

Profissionais (ou futuros) sem orgulho me irritam. O curso superior já não mexe mais com seus alunos e a culpa é sempre do mercado de trabalho que está "muito difícil". Ou melhor, a palavra do momento é "em crise". 

***

Hoje foi um dia que deu gosto de trabalhar. As coisas pareciam fluir de uma forma tão natural em minha mente que o dia passou voando. Ajustes aqui e ali, conversas com fornecedores, cálculos de redução de custo, tudo isso entre um e outro café foi sendo resolvido. E foi exatamente aí que pensei: Se as pessoas tivessem orgulho e prazer em exercer sua profissão tudo poderia correr muito melhor para elas e para o mercado. 

É claro que a crise não se resume em uma questão de prazer em trabalhar versus dinheiro no final do mês. O buraco para as marcas consagradíssimas Forno de Minas e Frescarini, por exemplo, foi muito mais embaixo (ou em cima). A crise (real) afetou as vendas da General Mills, detentora das marcas, em sua linha de produtos Hagen Dasz nos EUA e gerou uma baixa de lucratividade que tornou insustentável os investimentos que eram realizados para reanimar as marcas brasileiras que já vinham perdendo mercado para a concorrência. O resultado foi o fechamento de uma grande fábrica, com ótimos profissionais e um potencial enorme de geração de emprego e renda.

Então quer dizer que se correr o bicho pega e se ficar o bicho come? 

Boas empresas com boas oportunidades profissionais nem sempre sobrevivem, mas isso não justifica a formação de profissionais defasados. Esta é a hora das pessoas que pensam, tanto no operacional como no administrativo. O mercado pede por boas idéias para tirá-lo desta crise. Qual é a sua? 

Esqueça as sinapses e PENSE.

domingo, 3 de maio de 2009

Costelas e Costeletas

Entre as costeletas estilosas do Wolverine e as costelas saborosas do Outback eu ainda vou ficar com a segunda opção. Meu Deus o que é aquilo!


Particularmente não tenho um gosto muito apurado para filmes vindos de HQ's, mas invariavelmente os assisto. Um blogueiro, mesmo parado há muito tempo, gosta de ter sobre o que falar. 

Em filmes do gênero é simplesmente impossível julgar os clichês. Eles são a razão dele existir. Mas o que geralmente me irrita são os super-hiper-ultra-mega-blaster poderes que são mostrados na tela do cinema. Quando vi o Hulk pulando de montanha em montanha no trailer confesso que desisti de assistir. Me recuso. No filme em questão no entanto o equilíbrio me pareceu bem calculado. É claro que não poderia faltar uma cabeça com vida própria destruindo tudo, mas... nada que pudesse cansar meus olhos críticos.

Bem, se depois desse post você de repente tiver uma vontade imensa de assistir o filme... Saiba que isso pode ser um indício da presença de mutantes ao seu redor. 

Better watch it! 

sábado, 2 de maio de 2009

Já que minas não tem mar...

Ontem, feriado, TODO MUNDO foi pro bar.

E a maldição continua...

Acho que dá próxima vez que resolver ir ao Comida di Buteco vou reservar uma mesa. Não sei porque, mas as dezenas de pessoas na fila para assentar no buteco não me animam. E foi assim que o Barack Obama perdeu a chance deu votar nele e eu fui rodar a cidade atrás de outro buteco. 

Buteco vai, gasolina vai também... Desisti e fui comer uma pizza. Fazer o quê? 

Nem todo brasileiro é assim daqueles que não desistem nunca!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Comida di Buteco 2009

Todo ano faço meu propósito de visitar alguns bares do Comida di Buteco, mesmo antes de ser butequeiro... Nem sempre consigo realizar, mas hoje estou indo avaliar o meu primeiro desse ano. 


Ali Ba Bar
Kafta Mineira ao Molho Barack Obama

O bar fica localizado no Sto. Agostinho. Para maiores informações visite o site do evento clicando aqui.
 
Prometo postar uma crítica.



terça-feira, 28 de abril de 2009

Se não são 2... são 6.

Ter virado patrão aos 22 anos de idade tem seus altos e baixos. 

Mais baixos do que altos, é verdade... Mas de fato a gente aprende a rir das coisas!

14 minutos para o fim do expediente:

Eram 17h16, lembro-me bem do horário pois havia acabado de olhar no relógio da câmara de fermentação pelo blindex que compõe a parede lateral da fábrica. Imagine a cena... Um funcionário sentado no banquinho olhando para três fornos cheios de massa e com o timer marcando 2 minutos para o fim da fornada. Fiz um sinal para ele, ainda do lado de fora do vidro, como que dizendo "Ei, vai preparar a próxima massa para colocar no forno!". 

Ele tentava responder, mas eu não conseguia entender o que ele queria me dizer. Depois de muitas caras e bocas resolvi entrar e saber o que estava acontecendo.

13 minutos para o fim do expediente: 

- Qual o problema? - perguntei na maior inocência.
- Não dá para colocar massa no forno...
- Porque? Foram feitos 20 quilos, não é possível que acabou!
- Não, não acabou...
- Então qual o problema?

12 minutos para o fim do expediente:

Era nesse momento que cabia uma boa respirada... Sempre vem bobagem!

- Não dá para colocar massa porque quem é que vai ficar até as 17:32 para retirar os cones, meu caro?

PAUSA: Meu caro, Velho, Meu Velho, Senhor... todas denominações usadas pelo dito cujo que preferi deixar no anonimato para se referir a mim. TODAS elas me irritam!

Agora sim... Respiro fundo.

- VOCÊ ESTÁ RECLAMANDO POR FICAR 2 MINUTOS A MAIS QUE O SEU HORÁRIO?
- Mas, meu caro... (@#¨@*¨&@%¨!%) meu horário acaba 17:30!
- EU NÃO MEREÇO!

Nesse momento, como em muitos outros, virei as costas e sai rindo... É preferível que não se comente nada numa hora dessas. 

Fato é que faltando 10 minutos para acabar o expediente o forno voltou a fazer barulho. 
E eu ri novamente.

domingo, 26 de abril de 2009

Dedo verde

Já fez sua boa ação do dia?



Porque a natureza não tem culpa da sua vida ruim... 

Vai lá e planta, vai... 

É grátis.


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ele era...

Ontem engasguei com um post... 


Ele era alegre, foi apagado...
Se tornou até mesmo bonito, foi de novo apagado...
Ficou melancólico, foi apagado... 
Melhorou um pouquinho, foi apagado...

Hoje vocês recebem isso... 

Sinto muito, leitores! Mas não há melhor maneira de expressar o que houve com meu espírito na noite de ontem, além de escrever um post sofrível.

Ou há... Mas eu desconheço no momento.

Fico por aqui... 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma caixinha de surpresas...

A vida é cheia de caixinhas... Umas grandes, outras pequenas, mas sempre relacionadas ao nosso aprendizado. 

No maternal, nossas caixinhas são chamadas de merendeiras e é através delas que nossa mãe nos ensina que sempre devemos levar uma fruta para comer no intervalo da aula. 

Quando a gente é menino a gente sempre acaba aprendendo algumas coisas inúteis como qual é o golpe do Power Ranger Vermelho ou como usar a tampa do jarrinho de suco como arma letal, mas essas coisas a minha mãe falou que a gente não conta pra ninguém.

No Ensino Fundamental, nossas caixinhas são chamadas de estojos e com eles a gente aprende lições valiosas como nunca desprezar os lápis de cores esquisitas. Na hora de colorir o mapa com uma cor para cada país ele vai fazer falta.

No Ensino Médio, nossas caixinhas são as de som! Tudo que queremos é fazer barulho... Mesmo que não pareça. 

Acreditem! Os nerds também querem fazer barulho!

No início da Faculdade, nossas caixinhas são as de cerveja, mas essas não te ensinam (quase) nada de bom. 

No final, passamos nosso tempo todo em frente a uma caixinha chamada computador - morrendo de desgosto - para tentar fazer um trabalho que depois de publicado vai para uma caixinha na mesa do professor e de lá nunca mais vai sair.  

No mundo profissional... Bem... No mundo profissional, a caixinha é aquela de sapato que você coloca em cima da sua mesa todo final de ano escrito Feliz Natal e com um buraquinho em cima!
E essa a gente sempre espera que seja uma das grandes.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Oh! Que luz é aquela no balcão?!

É o Palco... e em breve ele estará de volta!


Reformado, iluminado e com novas idéias em cartaz. 

Aguarde!

It's a beautiful day, and it's only begining!



quarta-feira, 2 de abril de 2008

Tagged. 10 coisas que eu nunca escreveria nesse blog normalmente...

Graças a minha querida prima Carol... I was tagged! E agora vocês descobrirão 10 coisas que você TALVEZ não saiba sobre mim.

1- Eu choro em casamentos de estranhos.
2- Eu estudo engenharia de alimentos e o meu curso realmente é ENGENHARIA.
3- Eu durmo na cama de cima do beliche, em baixo dorme meu irmão Renato.
4- Eu só consigo dormir depois que o Renato já dormiu.
5- Frequentemente me vicio em jogos bobos de internet, o atual é o Pôquer.
6- Eu odeio tudo que se relacione a Geografia, menos viajar.
7- O google maps é meu melhor amigo, me perco muito fácil.
8- Sou eu quem faz as compras da casa.
9- Eu gosto de cozinhar, mas pratico muito pouco.
10- (logo agora que tava ficando divertido...) Eu guardo todos os meus celulares antigos. Um dia eles vão valer uma grana! kkkkkkk
11- EU SOU NERD! Mas isso não é novidade pra ninguém.

sábado, 15 de março de 2008

Espera aí... já to chegando!

Quando foi a última vez que você viu alguém se "atrasar um pouquinho"?

Hoje eu decidi em minha mente, meu universo paralelo, que esse conceito não existe. Ou você atrasa, ou você não atrasa. Não existe medida em atraso. Os atrasos são adimensionais.

Todas as vezes que arrisquei ligar para minha namorada e dizer "Amor, vou atrasar um pouquinho, tá!?" - ou como ela diria que eu falo: "OW, vou atrasar um pouquinho, tá!?" - eu atrasei em média 30 minutos. E pra mim, "atraso" de 5 minutos não é atraso. Olho no meu relógio e no seu e a diferença pode ser exatamente essa. Quer atrasar, atrasa direito!

Hoje saí com 15 minutos de atraso de casa. Pensei comigo: "15 minutos é mais ou menos o tempo que leva para outro ônibus passar. VOU ATRASAR SÓ UM POUQUINHO!". Foi aí que começou o problema. O primeiro ônibus passou rápido. Tão rápido que nem parou, apesar do meu sinal. O segundo... ... ... ... ... deu pra entender né? Meia hora depois.

Façamos os cálculos:
Horário de saída de casa: 17:45
Horário de entrada no ônibus: ~18:20
Horário de início da aula: 19:00

Eu tinha aproximadamente 40 minutos para entrar no primeiro ônibus, viajar da minha rua até o início da Av. Bias Fortes, andar dali até a Av. Amazonas, pegar o segundo ônibus e viajar dali até a faculdade no Estoril. Basicamente, atravessar a cidade.

Como se não bastasse, o meu primeiro ônibus foi parado pela polícia, pois aparentemente 2 ou 3 pessoas não haviam pagado a passagem. Depois de vários minutos perdidos veio a notícia que todos esperávamos ansiosamente. ALARME FALSO. Os rapazes voltaram pra dentro do ônibus e continuaram viagem.

É claro que eu cheguei na faculdade cerca de 50 minutos atrasado totalizando 2h e 5 minutos de viagem. É mole?

Abaixo tem o mapa da minha querida viagem-de-cada-dia-nos-dá-hoje gerado no Google Maps:


Exibir mapa ampliado

Por falar nisso... Já já eu tô passando aí na sua casa... mas eu vou atrasar um poquinho tá?

terça-feira, 11 de março de 2008

O som das idéias

Adoro esse momento de incerteza que precede um post em um blog quase abandonado. Tanta coisa mudou de lá pra cá que já não sei bem sobre o que escrever. Se no último post eu estava "Mergulhando em Molière", hoje estou em terra seca de leituras. Já faz algum tempo que não assisto algo de bom no cinema e, ainda mais tempo, no teatro.

As férias acabaram e a imersão cultural - um tanto quanto fracassada - também. Hoje minha vida se resume a procura de estágios e faculdade. Que, aliás, vale dizer, está me deixando bastante nervoso. Mas enfim...

Depois de quase dois meses voltar aqui sem ter o que dizer é um pouco chato. Mas vocês já me conhecem - e se não conhecem, olhem para trás.

Eu escrevo pelo prazer de sentir meus dedos baterem nas teclas produzindo o som das idéias.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mergulhando em Molière

ARGAN. -Tres y dos cinco, y cinco, diez, y diez más, veinte... Tres y dos cinco.
"ltem, el día 24, una ayuda estimulante, preparatoria y emoliente, para ablandar, humedecer y refrescar las entrañas del señor." Lo que más me agrada de Fleurant, mi boticario, es su cortesía:
"Las entrañas del señor, seis reales." Pero eso no basta, amigo mío: a más de correcto, es preciso ser razonable y no desplumar a los pacientes. ¡Seis reales por una lavativa!... Ya sabéis cuánto me satisface complaceros; pero como en ocasiones anteriores me las habéis cobrado a cuatro reales, y en lenguaje de boticario cuando se dice veinte hay que entender diez, pongamos dos reales... (...)

Assim começou minha primeira leitura de Molière. "El Enfermo Imaginario", ou "O Doente Imaginário" na versão brasileira, foi meu souvenir preferido da viagem a Buenos Aires. Por uma barganha de 9,90 pesos levei a versão completa da obra com as músicas preservadas no original italiano - apesar da obra ter sido escrita em francês.

Finalmente, então, mato a minha curiosidade com essa mente brilhante. Com a ajuda de alguns dicionários e uma boa disposição acredito que será uma ótima aventura.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O Brasil em 5

Nesta semana fui ao cinema duas vezes e assisti ainda 3 filmes alugados. Na primeira ida ao cinema peguei uma sessão tarde da noite para assistir o muito falado "Meu nome não é Johnny". Enquanto esperávamos para comprar ingressos um casal chegou um pouco apressado como se tivessem ido ao shopping àquela hora apenas para tentar um filme. Primeiro pensamento: "Eles devem adorar filme. Já conhecem o caixa do Cinemark pelo nome. Com certeza vão entrar na mesma sessão que a nossa." Grande decepção foi a que eu tive quando ouvi a mulher dizer: "Ah, é filme brasileiro... Muito ruim! Não assisto."

Muitas pessoas ainda nutrem esse preconceito como se filme brasileiro fosse sinônimo de pornografia - ou porcaria, como você preferir -, mas a verdade é que os filmes brasileiros estão cada vez mais bonitos de se ver. Dos cinco filmes que vi nessa semana, 4 eram produções brasileiras e o quinto, uma produção americana com atores brasileiros envolvidos. A lista foi essa:

1) Meu nome não é Johnny! - Brasil 2008
2) O amor nos tempos do cólera - EUA 2007
3) Muito Gelo e Dois Dedos D'agua - Brasil 2006
4) O ano em que meus pais saíram de férias - Brasil 2007
5) Olga - Brasil 2004

Surpreendentemente, ou não, a pior produção foi a americana. Uma história com pouca coesão, muita enrolação e um inglês um tanto quanto sofrível por parte de alguns atores. Já "Meu nome não é Johnny", ao contrário do que dizia a moça da fila, arrasou! Quebrou muitos tabus e fez de uma história que tinha tudo para ser tratado como um profundo drama pessoal uma comédia hilariante que faz tão bem quanto o papel de despertar para o prejuízo do envolvimento com drogas.

"Muito gelo e dois dedos d'água" foi simplesmente uma pérola do humor negro inteligente. "O ano em que meus pais saíram de férias" e "Olga" também foram excelentes. Matéria-prima de clássicos do cinema. Muito bem filmados, com uma qualidade de imagem que surpreenderia a muitos preconceituosos e atuações em geral acima da média brasileira, com certeza me ganharam como fã.

O cinema brasileiro está cada vez melhor e se você, como eu fui um dia, anda cheio de preconceitos com as produções recomendo os títulos acima para começar. Toma coragem, vai...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Muito Gelo e Dois Dedos D'agua

"Um copo longo com muito gelo e dois dedos de água... deu pra entender?
É isso!
(...)
Eu gosto do efeito do whisky mas não gosto do sabor."
*
***
*
"Muito gelo e dois dedos d'agua...
Não é o seu Whisky. É você!
(...)
Você é um iceberg flutuando numa piscininha de plástico."
*
***
*
Fantástico o filme. Recomendo.
Mais um trunfo brasileiro.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Um milhão de aplausos...

Pra variar tem algo intalado que não quer sair. Simplesmente aqueles bons momentos se recusam a virar palavras. Não sei que fenômeno é esse em que é sempre mais fácil escrever sobre a dificuldade de se expressar do que se expressar em si.

De alguma forma o impacto que aquela noite no café Tortoni teve em mim foi maior do que simplesmente o de conhecer mais uma manifestação artística e cultural. Por estranho que pareça aquela mulher que cantava versos - por vezes incompreensíveis - transmitiu uma carga de emoção ao seu público que valeu, entenda quem puder, mais que milhões de aplausos.

Talvez tenha sido impressão minha por causa dos meus olhos que mal piscavam, mas sentia como se cada longo suspiro da cantora junto ao som do bandoleón, do violino, piano e baixo formavam uma expressão do que seja o tango para os porteños e não para os turistas.

Tudo era muito bem ensaiado, não havia sombra de dúvidas de que aquele show era feito e refeito noite após noite. Os mesmos versos, os mesmos passos de dança, os mesmos acordes, mas sentimentos sempre genuínos. Sentimentos como os de Manuel Romero em "La canción de Buenos Aires".

Não sei explicar mais poeticamente, nem com uma veia literária melhor. Mas num salão onde alguns nada falavam de espanhol, o sentimento parecia ser o mesmo. O de querer entender como se vive tão intensamente uma arte.



"Buenos Aires, donde el tango nació,
tierra mía querida,
yo quisiera poderte ofrendar
toda el alma en mi cantar.
Y le pido a mi destino el favor
de que al fin de mi vida
oiga el llorar del bandoneón,
entonando tu nostálgica canción."
(Manuel Romero - La canción de Buenos Aires)

PS. Esse post recebeu o label "morfologia da mente" porque de "O nada e o pouca coisa" ele definitivamente não tem nada.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Mais uma lição do mestre...

Numa ida despretensiosa à locadora acabei alugando um filme que queria ver desde que saiu em alguns poucos cinemas no ano de 2004. Um filme que conta com um elenco de atores renomados, diretor bem falado e texto de Shakespeare não poderia ser uma má escolha. Das prateleiras da locadora Popular para o meu aparelho de DVD saiu "O mercador de Veneza".

A princípio surpreendi-me com uma atuação deveras mediana de Al Pacino como o agiota judeu Shylock, mas depois de algum tempo de filme, compreendendo o real tormento da alma de Shylock as coisas melhoraram um pouco. Um pouco. Já Jeremy Irons (Antonio) e Lynn Collins (Portia) - de quem nunca havia sequer ouvido falar - tiveram bons momentos, principalmente Collins.

O filme deixou um pouco a desejar por não conseguir aliar a rapidez do desenvolvimento da história e a clareza, porém isso fica compreensível quando se considera que as peças de Shakespeare definitivamente não foram feitas para durar apenas duas horas. Pressa não era um dos elementos base no desenvolvimento de suas histórias.

Ao voltar na locadora para devolver o filme, me deparei com "A megera domada" (1967) estrelando Richard Burton e Elizabeth Taylor. "Imperdível", pensei logo de cara, aproveitando então o embalo shakespeariano, loquei.

As atuações são pouco atraentes aos olhos, não pela falta de qualidade, mas pelo contexto retratado. Interessante foi notar a preocupação em manter o "deboche teatral" de Shakespeare. Exageros que seriam inaceitáveis nas telas de cinema foram admitidos por fidelidade à obra. Algumas coisas, porém, passaram dos limites do meu gosto. Um filme muito bom para quem tolera o vocábulo prolixo de Shakespeare e as imagens recauchutadas de filmes antigos.

No entanto, como diria o próprio Shakespeare: "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia". E nesses dois filmes seguidos foi que muita coisa sobre o camarada autor me saltou aos olhos.

Louvamos sua genialidade com as palavras, mas talvez no nosso pouco conhecimento deixemos passar algumas características fantásticas de sua obra. Eu, particularmente, sempre percebi Shakespeare como um cara um pouco sacana que gosta de uma piadinha suja por debaixo dos panos (pelo menos para nós, meros cidadãos do futuro). Um humor notávelmente popular e rude. Mas o que eu nunca havia notado era como essa robustez levemente se dissolvia em mensagens brandas e de bons costumes. Me parece que suas obras sempre julgavam ter algo à acrescentar. As figuras do amor, da fidelidade, da amizade e da justiça têm sempre grande destaque e, apesar de fugir da dicotomia exagerada entre o bem e o mal, o triunfo dessas características é sempre evidente. Mesmo nos tristes fins.

Shakespeare talvez possa nos ajudar a compreender, dentro da ótica cristã, o que é cativar um público e passar uma mensagem sem "agressões" psicológicas e obviedades. E bendito seja ele se o fizer!