quarta-feira, 15 de agosto de 2007

01:02am

Tá tudo ao contrário. Essa foi a melhor frase que consegui pra iniciar um post que não tem uma idéia tão formada. Achei interessante e acho que dá pra extrair algumas coisas boas simplesmente digitando. Começa por aí a contrariedade. Num momento normal, eu teria a idéia e depois criaria o texto, não criaria o texto tendo a idéia.

É estranho pensar em como as coisas podem acontecer da maneira como quisermos, mas que de certa forma elas acontecerão de toda maneira. Pela regra, no entanto, elas nunca vão acontecer, mesmo se quisermos. Estranho? Não.... pelas regras do meu jogo isso é perfeitamente normal e aceitável.

Pelas regras de um jogo que eu acabei de inventar, ele já existia há muito tempo e isso faz dele uma lenda. Porque lendas são reais.

Porém, toda regra tem uma exceção e nesse momento ela se aplica ao fato de eu estar com sono e ter que dormir.

Game over.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

:@

Eu simplesmente odeio essa opção de salvar rascunhos do blogger!

Estava agora no meio de um post super inspirado que demorei a bolar quando, de repente, não mais que de repente, por um erro apaguei todo o texto. Tentei dar o sempre salvador Ctrl z mas ele não funciona. Pensei logo, então, em aproveitar o rascunho! EBA! Salvação!

UMA OVA!!!

O bendito do rascunho salvou logo na hora que eu apaguei sem querer!
Aff...

Isso sem contar que ele não tem a competência de saber que quando um post está em branco ele NÃO É UM RASCUNHO e fica salvando o nada toda vez que eu entro na área de postagens!

Valeu demais a ajuda hein, blogger?

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Ps.

Pois então. O ritmo tá lento. Parece que com a viagem minha cabeça mudou de rumo. Meus pensamentos já não se apresentam mais tão atrativos, mas de vez em quando me dá uma saudade desse lugar aqui. O quê? Não não... abandonar NUNCA. Talvez mais tarde quando eu for velho e rabugento ou quando meus dedos pararem de se mexer, mas espero que até lá já tenham inventado o "voice-activated keyboard" (se é que já não existe).

O que acontece, leitor, é que de vez em quando me falta a articulação necessária para postar aqui. Sou um pouco exigente. Eu sei, preciso ler mais. Procurar saber do mundo. Mas agora minha cabeça está em outros lugares como eu já havia dito.

Ando traçando planos de não planejar que são perfeitamente executáveis nos meus momentos de ócio. Se você não entendeu isso não se preocupe, eu ainda estou lutando com isso. Mas o importante não se encontra nas palavras, eles vêm por outros meios. É igual mas é diferente.

Enfim, saiba que eu estou aqui ainda e confiro pra ver se você esteve aqui todos os dias.

Tenham paciência. É uma grande virtude!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Coração Gelado


Em uma simples conversa de ônibus, contava-lhes parábolas:


Havia certa mulher que produzia e colecionava esculturas dentro de cubos de gelo. Eram bonequinhos encantados, dotados de vida própria e que voluntariamente ficavam presos dentro dos pequenos cubos.


O processo para colocá-los lá era, no mínimo, interessante e artesanal. Uma pequena vela acesa derretia um caminho liso e preciso no cubo, sem atravessá-lo, sempre do tamanho exato necessário para deslizar o pequeno boneco. Esse caminho era então fechado, deixando apenas uma pequena e frágil costura.


Certo dia, aquela que tão carinhosamente os colocara ali passava em sua visita matinal quando percebeu uma pequena poça logo abaixo do cubo que mais amava. Ele havia fugido. A frágil costura havia sido quebrada e com ela, um pedaço de um coração.


Depois de chorar dias e dias, achou a suposta solução. Substituiria todos aqueles bonecos por réplicas fiéis feitas também de gelo. "Desse jeito" disse ela "não tenho mais desgosto". Feito isso, prendeu todos os pobres bonequinhos numa caixa trancada.


O tempo passou e as visitas matinais continuavam a descobrir poças, mas agora de lágrimas. Sentia falta daqueles momentos raros de alegria. Ver as mãozinhas acenando de dentro das pequenas caixas geladas. Precisava daquilo de volta.


Foi assim que descobriu que seus únicos amigos eram aqueles na caixa e que eles mereciam mais do que um cubo de gelo como morada. Com a mesma vela que cuidadosamente as construía... destruiu uma a uma. Abriu a caixa e simplesmente deixou-os ir.


Todos ficaram.


Ahhh... Existe ainda hoje uma pequena cadeira vazia em cada reunião.

Volta?


Esse texto é dedicado a minha amiga Ana Carolina Assumpção que "ajudou" na sua idealização.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Saudade desse cafofo...
Estou de volta em BH, cheio de nada pra fazer e morrendo de saudade de Porto Seguro. Tenho muita história pra contar, mas a maioria nunca vai ter graça por aqui...

Galera de Porto, intérpretes e todos os americanos... vlw demais!

RÊ RÊÊÊÊÊ RÊ!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

At the cross

Estar aos pés da Cruz, para um Cristão, não é uma opção ou um passatempo.
Estar aos pés da Cruz é ser servo da causa de Cristo onde e quando for.

domingo, 24 de junho de 2007

João "Sonho e Dor"

Ele não queria acordar. Sabia que o mundo lá fora estava correndo mas tinha esquecido seus tênis no dia anterior.

Era sábado.

Ligou o chuveiro ainda um pouco zonzo e, na sua cabeça, não havia nada que o pudesse tirar dali nos próximos 45 minutos. A água não muito quente nem muito fria lhe ativava a circulação e trazia seus sentidos à vida pouco a pouco, mas foi o susto que levou com as batidas na porta que completou o serviço.

- Sai já daí, menino! Vai ficar atrasado!

Dona Janice não gostava da idéia de um filho preguiçoso e isto não era segredo pra ninguém:

- João trabalha na feira porque quer! Filho meu não nasceu pra ficar na cama. Se estudar fosse suficiente, o mundo não estaria cheio de vagabundos como está. Meu João não! Vagabundo ele não vira.

João tinha seus doze anos e pouco sabia sobre a vida. Gostava mesmo era de brincar e comer - mas, cá entre nós, quem é que não gosta? Trabalhando na feira, cobiçava os bolinhos de sonho vendidos na banca de frente à sua e no dia do pagamento, esperava ansiosamente a hora de abocanhar um deles.

Sonho para João não era só o bolinho que comia com a boca melhor do mundo. Sonho era conhecer a cidade, ouvir o barulho das avenidas e andar de metrô. Vida que só conhecia na televisão.

De vez em quando vinham alguns homens de terno, passavam pela sua banca, compravam lembrancinhas e iam embora. O olhar de João por muitas vezes se perdeu nas riscas de giz daqueles ternos. Era assim até que chegasse o próximo cliente e o tirasse do transe.

Independente do sonho, João não saía com eles da feira às 18h. Seu mundo ficava ali. No lugar onde a preguiça não existe, mas o sonho precisa custar vinte e cinco centavos para se realizar.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

=)

Aqui é onde moram meus amigos.
Esse daí da frente é o capitão Berruga e o seu barco!
Ali atrás estão as pessoas que fazem minha vida bem mais feliz:
Pipa, Bisos, Burros em geral!
Vocês moram no meu... mural! hahaha

Férias!?

Ahhh... O tão sonhado tempo! Férias!
A gente espera, espera, espera e, normalmente, ele não falha em chegar.
Esse ano porém estou num buraco negro entre a condição de férias e a condição de estagiário.
Trabalhe bem! Trabalhe rápido! Acabe com isso logo...

E Porto Seguro que me aguarde... pra trabalhar mais um pouquinho!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

"God"diving


Totalmente Teu
(Fernandinho)

Quero ser como um vaso em tuas mãos
Quero ser como um jardim regado por Ti
Eu quero ser dependente
Dependente do Teu favor

Quero ser como criança
Quero ser como uma corsa, anseio por Ti
Eu quero ser dependente
Dependente do Teu favor

Totalmente Teu Jesus
Totalmente Teu Jesus


Por que hoje foi dia de me lançar na presença de Deus e receber do seu imenso amor e graça. E porque se esse blog só quiser falar sobre teatro ou inutilidades que diferença ele vai fazer na minha vida?


quarta-feira, 13 de junho de 2007

Procura

Ela estava igual, porém, como sempre, diferente. Havia algo em seu olhar e seu timbre de voz denunciava alguma coisa nova, seja ela qual fosse.

Não importava, ela parecia feliz.

Os olhos dele procuravam por um mistério. Algo que nunca souberam explicar ou reproduzir. Sem saber, encontraram...

Por pouco não passa batido.

Eles nunca se perdoariam se por algum, ou nenhum, motivo tivessem perdido aquela fração de segundo representada por um "oi".

E continuaram andando...

terça-feira, 5 de junho de 2007



"O palco é uma eternidade que dura de uma coxia à outra"

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sobre meninos e... "motoboys"?

De uns tempos pra cá tenho feito um retrospecto de alguns fatos da minha vida.

Me lembrei da época em que não sabia dizer "Eu te amo" ou usar a palavra "lindo". Me lembrei do tempo em que tinha um gosto musical extremamente duvidoso e, na mesma hora, me consolei lembrando de pessoas ao meu redor que já foram piores do que eu nesse mesmo quesito - pouparei os seus nomes. Lembrei também da época da timidez que me trincava os ossos e não me deixava tocar o interfone do escritório da minha tia Ana para lhe entregar o convite da minha formatura de oitava série. Bendito seja o motoboy que chegou e sem problema algum se identificou na portaria - a mim só restou fingir que havia chegado na mesma hora.

São momentos da vida que ficarão marcados pra sempre. Da maioria deles a gente aprende a rir e tirar uma boa lição, dos outros a gente só ri mesmo.

Penso que quando estiver mais velho, tiver meus filhos e começar a perceber neles pedaços desse meu eu que passou voltarei a dar risadas enquanto escolho se deixo que ele aprenda sozinho ou se faço o papel da voz da experiência que nunca é ouvida e, por fim, deixa que ele aprenda sozinho. Na vida a gente precisa se deparar com alguns "motoboys" para depois ter o que contar e ensinar.

Sei que ainda muitas pessoas diferentes cruzarão meu caminho e influenciarão o meu jeito de ser e pensar, só espero que algum de mim viva pra contar a história.

domingo, 3 de junho de 2007

Versos de um aprendiz

Aprendi que pessoas são difíceis de lidar
Que falamos o que queremos
Ouvimos muitas vezes o que não queremos
E por vezes o que não merecemos

Aprendi que por mais que isso aconteça
Não deve exitir nada
e eu digo nada
que vai me desanimar

Aprendi que posso fazer bem feito
Mas que sempre
e eu digo sempre
vai haver alguém para achar defeito

Aprendi que isso não é ruim
Me faz crescer
Saber
Ser

Cada vez melhor

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Os três patéticos deixam quatro p...

Na noite desta quinta-feira um encontro entre Mendonça, Michael Richards e MummRa fez tremer a terra quando Chaplin, Laurel e Hardy se reviraram em seus túmulos.


"Os três patéticos", peça do grupo Trama de teatro, foi a mistura perfeita entre o ridículo e a tentativa de ser bom. Um balé mal montado de sincronias repetitivas e cansativas com um toque de vocabulário esdrúxulo para animar os populares.


A história que se passa em uma "Central de distribuição de recursos naturais e dejetos humanos e desumanos do mundo para o mundo" tem a intenção - ou pelo menos é o que aparenta - de fazer uma dura crítica aos acontecimentos mundiais. Infelizmente, essa intenção teve um patético fim. A peça é praticamente ininteligível e não leva a nenhuma conclusão no final.

Os atores não aparentam grande qualidade e pecaram pelo excesso de "patetice". Sr. Klaus, o diretor da Central, mais parece um personagem de desenho japonês, ou se você preferir, MummRa, arquiinimigo dos thundercats. Sua maquiagem exagerada contrasta enormemente com a cara quase limpa dos outros atores e seu cabelo dispensa os comentários.

O cenário que alguns me prometiam ser "cinematográfico" deixou também a desejar. Com elementos repetitivamente mal utilizados e luzes que muitas vezes lembravam "Saturday Night Fever" nos esgotos a situação ficava cada vez pior.

A apresentação não valeu nem um terço dos dez reais pagos. Se o que o grupo pretendia era ser o extremo-ridículo, isso fizeram com excelência, porém sem me arrancar uma risada.

Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!

Ps. Esse post é dedicado aos outros corajosos que se juntaram a mim nesse momento de aflição. A gente supera!

terça-feira, 22 de maio de 2007

...Acaba

O tempo é uma onda sonora.

Caminha silenciosamente pelos momentos bons e estronda em passos na hora de se chorar.

O vácuo de pessoas exclui o tempo - já não há razão de existir algo que não se possa gastar ou compartilhar com quem ama.

O tempo pára por um flash nos olhos por trás da lente. Click. Pause.

Sem querer o tempo me fala sobre vocês e, de repente...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Confesso...

Este vídeo me faz chorar praticamente todas as vezes que eu o vejo. Assisti esse episódio umas cinco vezes quando ainda passava "Touched by an Angel" na Warner e todas as vezes eu me segurava, ai descobri ele no perfil do Orkut de uma amiga e não me aguentei. A história desse episódio é muito triste.


sábado, 12 de maio de 2007

Fui...

Vi...
Adorei...
Sem maiores definições porque nada que eu falar vai conseguir descrever.

Pequenos Milagres - Grupo Galpão
Última semana em cartaz.
Sessão extra dia 19, 17h.
Vale a pena!
Compre antecipado!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

O teatro da raça

Shakesperiano, do absurdo, realista, moderno, pós-moderno. Teatro pode ter muitas definições. Uma a mais ou a menos não deve fazer mal.

Quero inventar a definição do "teatro da raça". Não de negros ou brancos, mas de sangue, de paixão incondicional, de dedicação sobre-humana. Quero, ao inventar essa definição, louvar os que praticam essa arte. Pessoas que não se importam com o seu próprio sonho. Não é questão do que ela quer fazer, mas do que o seu público espera - ou precisa - que ela faça. O "sonho" é dele. A realidade também.

"Fazer o melhor com o que temos nas mãos."
Este é o lema do teatro da raça.
Confesso que eu nunca consegui me adaptar a ele.
Palmas pra quem o faz.

Respeito, e muito, aqueles que doam seu dom a outros e, ainda assim, não ficam sem ele. Aqueles que reconhecem a importância da técnica, mas que não vivem por ela. Aqueles que são incansáveis. Respeito os "raçudos".

Espero que um dia nossos mundos teatrais se encontrem e a raça de vocês se unam ao meu idealismo inventando outra definição: "O teatro dos meus sonhos".

Até lá! E que lá seja logo...

sábado, 5 de maio de 2007

O Espírito da Colherinha

Existem coisas em nossa vida que, pelo excesso de repetições, tornam-se automáticas. A essas coisas damos o nome de hábitos. Hábitos podem variar das coisas mais improváveis a quantas colherinhas de açúcar você mistura no seu suco.

Hábitos são nossos, não de nascença, e não raro nos acompanham até a sepultura. Se alguém me perguntasse o porque dos hábitos serem chamados de hábitos, eu diria que é porque eles acabam por habitar em nosso espírito (num sentido talvez laico demais da palavra) e, assim, como tijolos, constroem o nosso "eu-automatizado".

Voltemos ao exemplo das colherinhas de açúcar, que aliás foi o que começou a discussão toda entre meus neurônios. Entrei em minha cozinha hoje, 00h "e poucos", e fui apressado preparar o meu lanche, como habitualmente faço. Poucas coisas mudam nesse processo. O ato de cortar um queijo, passar manteiga no pão, abrir a geladeira e olhar sem achar nada - para depois lembrar que na verdade você não procurou, simplesmente abriu, tudo isso são processos automatizados e até a sequência deles costuma ser igual. Mas as colherinhas, percebi enquanto adicionava o açúcar à minha limonada, tem um poder maior. Interferem em outra parte do nosso "eu", a parte espontânea e emocional.

Não acredita? Pois bem...

O problema começa, especialmente para as mulheres, no produto contido na bendita colherinha. "Açúcar ou adoçante?". Começaram a entender onde eu quero chegar né? Além do produto a ser ingerido, o tamanho da colher também mexe conosco. Quando vou a algum lugar que disponha de colheres de café para servir o açúcar já começo a ficar perdido. Em minha casa utilizo as de sobremesa. Mas você também já deve ter reparado que as colheres de sobremesa de uns tempos pra cá começaram a mudar de tamanho, talvez fruto da preocupação "coma devagar e comerá menos" ou "aproveite o gosto e não terá que comer mais". Eu particularmente considero as colheres de chá derivadas da colher de sobremesa, mas isso é outra discussão. Fato é que, variando o tamanho da colher, já não temos mais a menor noção do tanto de açúcar que estamos colocando em nossos sucos e afins, gerando comentários como "Você sempre come esse tanto de açúcar?" ou "Como que você aguenta tomar limonada com esse poquinho de açúcar?" e esse último por muitas vezes nos leva a uma situação de constrangimento na qual tomamos uma limonada amarga e sem doce simplesmente para não ter que dar o braço a torcer.

Nenhum desses questionamentos, pensamentos ou respostas citadas acima são de cunho automatizado, digamos assim. Todas elas mexem de alguma forma com o nosso "eu-gordinho" ou "magrinho" e impressionantemente são geradas pela única pergunta: Quantas colheres de açúcar?

Talvez seja por isso que os adoçantes em pó já venham com colheres dosadoras próprias e a preferência nacional gire em torno dos apresentados em gotas, mas num é que o tal do "Espírito da colherinha" tem poder mesmo?

PS. Viu só? O poder das colherinhas se manifesta até no tamanho de texto que a discussão sobre ele gera.